O meu grande amigo Miguel Lucas, licenciado em psicologia organizacional, irá hoje contribuir com um texto bastante interessante. Podem visitar o site dele em www.performingwell.com
As ideias mudam as coisas e podem mudar o mundo. Na vida empresarial, a busca eterna é por algo único, um desenvolvimento, um salto em frente em relação à concorrência. Inovar ou morrer! (Stuart Crainer, 1997). A inovação é tão velha como a humanidade e tem sido a fonte de todo o seu desenvolvimento. As utopias de uma geração têm-se tornado normalmente em realidades para gerações seguintes. Mas enquanto em séculos passados as inovações surgiam com pouca frequência e sem qualquer regularidade definida, a actual tendência vai no sentido de uma regularização e aumento da frequência com que são lançados novos produtos ou processos. Claro que esta tendência não surgiu do nada, as razões são variadas: a multiplicação dos mercados, o aumento da competitividade entre as empresas e a constante aceleração das mudanças tecnológicas (o que é novidade hoje é obsoleto amanhã).
Pode dizer-se que Inovação, tal como é entendida hoje no mundo da gestão, é uma intersecção entre pesquisas, invenções e descobertas, por um lado, e os mercados, conjuntura económica, social e política, isto é, a sociedade em geral, por outro. Portanto uma invenção ou descoberta dá obrigatoriamente lugar a uma inovação quando se trata de algo que possa ser gerido comercialmente.
Tirar proveito do contexto favorável proporcionado pela sociedade das novas tecnologias para produzir o milagre do desenvolvimento e prosperidade, nos primeiros anos do século XXI, é o desafio para o futuro que colectivamente teremos de ser capazes de vencer. Vivemos numa época onde as tecnologias (e a Informática ultrapassando todas elas) estão invadindo crescentemente o mundo humano. Todos os dias se desenvolvem novas formas de integrar a tecnologia ao quotidiano, modificando a forma de fazer, ver e pensar o mundo. Vista desta forma, a tecnologia também pode determinar novas linguagens. São visíveis sinais de que este contexto de mudança se acentua, dando origem a transformações na organização da sociedade e da maneira de viver individual e colectiva.
Operamos sempre na busca, no tacteamento, e, inadvertidamente, nos transformamos, como crianças, em “experimentadores”, em curiosos – e inseguros – pesquisadores que, face às diversas possibilidades, de resultados imprevisíveis, que nos oferece a máquina, virtualizamos as nossas experiências e tentativas de invenção. E isto ocorre até mesmo com os “mais plugados”, os ditos “especialistas”: supostos senhores da operacionalidade técnica da máquina, eles também “navegam”, errantes, nos hipertextos ou nas águas virtuais da Internet, exercendo assim o seu devir-criança, despreocupados, perdendo-se nas buscas intermináveis, horas a fio, tacteando como os iniciantes, ainda que com outra finalidade, mas com uma certa autoridade, (ou mesmo sem qualquer finalidade específica, num exercício livre de busca descomprometida).
Num mundo em constante alteração, a educação é a melhor preparação para sermos capazes de nos adaptarmos. À medida que a economia muda, os indivíduos e as sociedades que estiverem convenientemente educadas tenderão a trabalhar melhor.
O uso eficiente ou não dos objectos, não corresponde apenas a valores técnicos. Exemplificando: o uso de uma bomba manual de água não depende simplesmente das características técnicas do artefacto, mas também que o uso da mesma seja inserido num contexto social determinado. Na índia das 150 mil bombas instaladas, um terço falhou devido á omissão das condições locais de uso por parte dos responsáveis técnicos do projecto.
Desta forma, os objectos de transformação não são apenas o professor, os métodos de ensino, os alunos, o currículo ou qualquer outro item do processo educacional, mas a essência da própria educação e sua função de ser na sociedade.
Não é fácil a humanidade enfrentar preparado o século XXI, porque é quase impossível adivinhar os efeitos colaterais, nem mesmo para as alterações que podemos prever, muito menos para o que se desconhece.
Como é usual dizer-se, quem hoje não muda, pára! Quem pára, morre!.
Apraz-me dizer:
Numa altura em que se caminha para uma modernidade perpétua, temos pois que nos sentir numa revolução coperniciana constante.
Miguel Lucas
Psicólogo


































Adelino Andrade
Os meus parabéns ao autor do artigo. Está muito bom mesmo e, para mim, é um bom exercício de reflexão sobre para onde caminhamos.
Adelino
Miguel Lucas
Olá Adelino, fico agradecido pelo comment. E sobretudo por verificar que o artigo cumpriu a sua finalidade…a reflexão colocada no amanhã.
Sucesso e prosperidade
Miguel Lucas